Irena Sendler, conhecida como “o anjo do Gueto de Varsóvia” por ter salvo do
Holocausto 2.500 crianças judias, faleceu dia 12 de maio em Varsóvia, aos 98 anos. Irena era uma assistente social polaca que organizou e dirigiu um grupo de mais de 20 pessoas para salvar da morte as crianças nesse bairro da capital, Varsóvia, sob a ocupação nazi. Como ela explicou depois, pôde realizar este trabalho graças à ajuda de religiosas polacas. A Fundação Internacional Raoul Wallenberg, uma organização não-governamental educativa internacional, fundada pelo argentino Baruj Tenemba que analisou e documentou numerosos casos de salvadores do Holocausto, qualificou Sendler como “uma das mais heroicas salvadoras católicas do Holocausto”. Porém, a sua opção levou Irena a ser presa pela Gestapo. Suportou a tortura na prisão nazi. Não tendo revelado o nome das crianças e dos seus colaboradores foi sentenciada à morte que, para sua sorte, não foi executada.
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Aí trabalhou sem descanso a fim de aliviar o sofrimento de milhares de pessoas, tanto judias como católicas. Graças a ela, estes refeitórios não só proporcionavam comida para órfãos e pobres, mas também forneciam roupa, medicamentos e dinheiro.
Para evitar as inspeções, registava as pessoas sob nomes católicos fictícios ou inscrevia-as como pacientes de doenças muito contagiosas, como o tifo e a tuberculose.
Mas em 1942, criou-se uma área fechada para reunir os judeus, conhecida sob o nome de “Gueto de Varsóvia”, uma ante-câmera da morte.
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Em 1965 recebeu o título de Justa entre as Nações pela organização Yad Vashem de Jerusalém e em 1991 foi declarada cidadã honorária de Israel.




























