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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

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Encontrei uma preta que estava a chorar, pedi-lhe uma lágrima para a analisar.
Recolhi a lágrima com todo o cuidado num tubo de ensaio bem esterilizado. Olhei-a de um lado,do outro e de frente: tinha um ar de gota muito transparente.
















Mandei vir os ácidos, as bases e os sais, as drogas usadas em casos que tais.
Ensaiei a frio, experimentei ao lume, de todas as vezes deu-me o que é costume: Nem sinais de negro, nem vestígios de ódio. Água (quase tudo) e cloreto de sódio.


António Gedeão

Raiz de Gengibre


Uma exposição em Londres está mostrando a obra da fotógrafa inglesa Jenny Wicks, que retratou o fascínio e o preconceito sofrido por pessoas ruivas.A exposição Raiz de Gengibre: Um estudo sobre cabelo vermelho - a palavra "ginger" ("gengibre") também significa "ruivo" em inglês - está em cartaz na galeria Idea Generation. A obra de Jenny Wicks sobre pessoas ruivas já gerou um livro e um filme. Segundo a fotógrafa, a exposição destina-se a mostrar como a sociedade vê os ruivos, um traço físico que é comum na Irlanda e na Escócia, mas mais raro no resto do mundo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

ZOE


Minha cor. Minha flor. Minha cara. Quarta estrela, letras, três, uma estrada.
Não sei se o mundo é bom, mas ele ficou melhor quando você chegou e perguntou: Tem lugar pra mim?
Espatódea
Gineceu
Cor de pólen
Sol do dia
Nuvem branca, sem sardas.
Não sei quanto o mundo é bom, mas ele está melhor desde que você chegou e explicou o mundo pra mim.
Não sei se esse mundo estã são. Mas pro mundo que eu vim já não era meu mundo não teria razão se não fosse a (YASMIN)

Aerial Silks




Dançar é escrever com o corpo no espaço estendido á frente, alongar-se, encolher-se, rodopiar, inclinar-se. Jogar-se em absoluta confiança no outro depois de centenas de ensaios...Dançar é tocar música com gestos, com os pés, absolutamente sem voz, na arrasadora maioria das vezes.
Dançar é interpretar com meneios e oscilações impressionantes ao nosso olhar supreso, pois temos os pés no chão, as nuances da mensagem, do enredo, da palavra em das formas desenhadas no espaço...O corpo é o instrumento dos dançarinos: suas mãos-libélulas, suas mãos- borboletas, suas mãos-colibris escrevem versos no ar...Seus pés com centenas de micro-fraturas, seguem intinerários que a cada instante recomeçam e recomeçam,e se repetem...A coluna é de borracha, de látex, de seda...Curva-se, encaixa-se, projeta-se. E como dói, mas que importa, se é o centro do soma?...O rosto parece cheio de luz e não revela os sofrimentos nem os cansaços...Há um sol em cada um dos olhos, às vezes, um luar de ouro, pois sempre brilham de prazer, no vício sagrado impossível de desfazer. Já vi bailarinos em cadeiras de rodas, cada célula a vibrar, como se fosse um palco particular. Já os vi com próteses de celulóide, em pleno vôo...Já vi os que não mais podem bailar, tornarem-se mestres, para que os outros possam dançar por eles... Que magnífica mensagem vemos nas sapatilhas esfarrapadas e disformes, que foram um dia de superfície lisa e brilhante, cetim e forma... Quantos já dançaram com pés sangrando, joelhos inchados, microfraturas?
Quantos choravam lutos e perdas enquanto sorriam?
O dançarino é feito de retalhos dos deuses, lançados pela Terra, para que não possam ser esquecidos em sua divindade...
O dançarino tem um pouco de ave e de borboleta ou libélula, ou pluma, ou floco de algodão,ou pétala, a dançar na luz.

Autor desconhecido

P.S: VCS SÃO TDS ESPECIAIS, AMO MTO!!!
"Dizem que meu olhar é triste, talvez as vezes seja, ele reflete o que está dentro de mim.

Jaqueline Oliveira.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

...


Conheço minhas pegadas, de tanto ir e vir. Às vezes pisam fundo como se carregassem o peso do mundo; às vezes ficam amassadas sob o descuido das outras pegadas.
Sobre elas, a lua nova desdobra sua saia em cena de nudez no chão da praia. Só perco meus passos na maré cheia: essa mania do mar de tirar seus sapatos sobre a areia. Conheço bem minhas pegadas. Sou capaz de identificá-las em qualquer lugar. Se ao menos eu soubesse aonde vão me levar...
Flora Figueiredo

Me sinto tão bem...






É Tão bom me sentir assim, alegre, cheia de vida, com mta luz e com esperança que tdo vai ficar bem. Deixemos o passado pra trás, o amanhã pode não chegar e o mais importante é que hoje estou aqui, vivendo intensamente cada dia com mta felicidade e muita coragem!!! Pq sou filha de Deus e Ele cuida de mim.
Jak Oliveira:)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Jaddy Summer


Leblon...


" A mulher não é só casa, mulher-loiça, mulher-cama.
Ela é também mulher-asa, Mulher-força, mulher-chama"
Ary dos Santos

Jardim Botânico







Quantas vezes já me perguntaram, quantas vezes já me indagaram: quem é você? Como você É? De onde vem? Pra onde vai? Quantas perguntas, quantos julgamentos, quantos enganos, quantos…Tudo é tão simples! Sou assim, nasci e cresci num lar com muito amor, com muito calor…Sou amor, sou paixão…Sou amiga, sou mulher… Sou mãe. Sou carinho, sou ternura…Sou encanto, sou magia…Sou o que sempre fui. Seja aqui seja lá, seja onde for…Você saberá onde me achar. Você saberá quando eu chegar. Será emoção. Será ternura. Será magia. Será encanto. Quem sabe um dia você descubra quem sou, de onde vim, pra onde vou. Entre linhas, entre versos, entre um antes, entre um depois…

AMIGO E CASA...




Amigo é feito casa que se faz aos poucos e com paciência pra durar pra sempre. Mas é preciso ter muito tijolo e terra, preparar reboco, construir tramelas.
Usar a sapiência de um João-de-Barro, que constrói com arte a sua residência. Há que o alicerce seja muito resistente, que às chuvas e aos ventos possa então a proteger. E há que fincar muito jequitibá e vigas de jatobá e adubar o jardim, e plantar muita flor, toiceiras de resedás.
Não falte um caramanchão, pros tempos idos lembrar, que os cabelos brancos vão surgindo que nem mato na roceira que mal dá pra capinar. E há que ver os pés de manacá cheinhos de sabiás. Sabendo que os rouxinóis vão trazer arrebóis, choro de imaginar. Pra festa da cumieira não faltem os violões, muito milho ardendo na fogueira e quentão farto em gengibre aquecendo os corações. A casa é amizade construída aos poucos e que a gente quer com beira e tribeira. Com gelosia feita de matéria rara e altas platibandas, com portão bem largo que é pra se entrar sorrindo nas horas incertas, sem fazer alarde, sem causar transtorno.
Amigo que é amigo, quando quer estar presente, faz-se quase transparente sem deixar-se perceber. Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar, se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer. Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha e oferece lugar pra dormir e comer. Amigo que é amigo não puxa tapete, oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem.
Quando não tem, finge que tem, faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão.
Capiba e Hermínio Bello