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domingo, 30 de novembro de 2014

Eu só escrevo pq meu coração não sabe falar. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014





Mudei bastante de uns meses pra cá. Tirei algumas coisas que estavam mofadas do lugar, e dei espaço para coisas, pessoas e sentimentos novos. Não deixei de ser quem eu era e meu caráter não mudou, meus objetivos tbm não, mas meus planos agora incluem pessoas e sentimentos diferentes. Dei espaço dentro de mim p quem realmente merece, deixei no meu coração somente o que era preciso. Em primeiro plano agora está quem se importa comigo, deixei de lado os meio-amigos, ficou agora somente o que é completo. Nada de pedaços, partes, "meios". Aqui agora só há espaço para pessoas que derramam lágrimas pelo que vale e ri do que não vale a pena.
 E assim fecho um ciclo p iniciar outro. Por ser mto teimosa e cabeça dura o aprendizado sempre vem da maneira mais difícil, noites em claro, lágrimas derramadas por pessoas que não mereciam, minhas escolhas. Nesses momentos é que vemos o que realmente é importante, quem nos ama verdadeiramente, caminha ao nosso lado e torce por nossa felicidade. São todas essas pessoas que hoje preciso agradecer (vcs sabem quem são). Nesses últimos meses tive a sorte de ter pessoas verdadeiras ao meu lado, longe de todo aquele barulho que um dia fez parte da minha rotina, optei pelos abraços sinceros e silenciosos que me falavam muito. Alimentei minha alma com amor e hoje sei que p ser feliz, primeiro temos que estar em paz consigo mesmo e com a consciência limpa. Obrigada Deus por cuidar tão bem de mim todos os dias, por me presentear com mais um pedaço de vida e permitir que eu sonhe muito, que eu sonhe alto, que eu sonhe todos os dias. 

sábado, 28 de junho de 2014

Soul and heart.

 

Qndo pequena eu amava brincar de caça ao tesouro, estávamos no final da década de 80, época em que o garimpo bombava, eu com frequência ia ao centro da cidade de Boa Vista/RR com a minha mãe na tão famosa rua do ouro. No clímax da brincadeira, a garimpeira aqui encontrava as maiores pepitas já vistas e - surpresa! - os indígenas chegavam com arcos e flechas! Então eu manifestava euforia e logo dizia: - Olá, o que temos de bom pra hoje? Ao que o pajé respondia: "Os diamantes, o ouro e vc!!! "


Eu nunca gostei de brincar de bonecas - preferia viajar na minha imaginação, lá haviam extraterrestres, monstros, bruxas, dragões,  super heróis e princesas com super poderes. Eu sempre fui mandona, impaciente, calada, geniosa - e como uma boa filha única - me frustrava com o comportamento das outras crianças, tadinhas, tão "'normais!"

 Eu era bastante popular, me achava feinha mas era considerada atraente e fazia um sucesso danado com os meninos, deixando algumas meninas ácidas comigo! Com isso, acabava excluída por elas, ainda hoje não faço muito sucesso com algumas mulheres, elas adoram me criticar, hahaha. Isolada, findava com poucas, mas verdadeiras amigas e rodeada de meninos. Sempre fui muito sexual - adorava seduzir o filho do jardineiro, da empregada da vizinha e o primo bonito da família. 

Costumava brincar de mulher maravilha, fazia uma mistura com extraterrestres e lá não me sentia diferente, nem excluída pelas meninas ricas da escola - eu era segura, corajosa e desenrolada, embora perdida! 

Cresci e o meu habitat natural eram os livros, perfeito para uma menina que adorava aventuras e histórias impossíveis. Amava ler todos aqueles livretos com histórias incríveis e outras nem tão - me transportava para cada uma delas e viajava em todas as histórias como parte dela e sempre como a personagem que seria a peça chave no fim. Decidi que seria dentista bem cedo, mas tbm escritora, artista, cantora, rs. Profissões que eu achava que combinava com a mulher que eu me tornaria: útil, livre e de gênio forte. Aos 11 anos já comecei a escrever em diários, e até hoje, se estou sentindo solidão me bastam nas mãos lápis e papel para que eu me torne o que quiser, viajo para todos os lugares do planeta assim.

 O amor me inspira a escrever, a tristeza, a alegria, a dor, a decepção, a felicidade, a família, tudo é motivo de inspiração pra mim.

 Transformo tudo em palavras, em poesia e fico a salvo se tenho lápis e papel. 

Gosto da solidão as vezes, prefiro tê-la do que me conformar com a companhia que nada me acrescenta, o pouco não me satisfaz e a minha vida não é um desperdício! 

Até hoje vivo tudo intensamente, do amor a dor, sou intensa, visceral, sexual e cada um tem de mim o que cultiva. 

Passei alguns anos presa em uma bolha, isso - a bolha que eu permiti que criassem pra mim. A bolha que vc entra no desembarque do aeroporto e adoece.

Nesse tempo tudo na minha vida se potencializou, a dor, a mentira, o menor e o maior deslize, as traições, o sexo, a tensão, o melhor sorriso e o maior amor. Há algum tempo essa bolha estourou , eu me apavorava sempre ao pensar nessa possibilidade, faltava o ar, medo de não me localizar, de não dar conta de sobreviver, ficar vulnerável e me perder, embora perdida já estivesse, sem me dar conta. Mas, pasmem, o pânico se transformou em entusiasmo, as atitudes do outro me fizeram enxergar tudo que sou, tudo que mereço e a minha vida não mais será desperdiçada com tão pouco. 

Estive presa, trancada e de castigo em um só lugar, lá o espelho estava quebrado e ao me ver refletia pedaços, estilhaços de uma bela mulher, que passeava nos pensamentos e sonhos de homens, mulheres, curiosos. Ela apavora. Seduz. 

Até que uma simples imagem a congelou. O que ela mais temia diante de seus olhos, estranho pq mesmo as coisas que ele dizia não achar graça alguma estavam revestidas pelo fascínio da novidade.

Ao ver aquela imagem meu coração congelou, senti que foi arrancado de mim com unhas enormes e pontiagudas num movimento único de rotação - fui exposta ao meu medo mais profundo e no outro dia sentia uma dor absurda no corpo todo;  aquilo não podia estar acontecendo porque eu jamais saberia perdoar ou conviver com aquele fato, a imagem estava fresca e bastava fechar os olhos para que materializasse diante de mim como um pesadelo.


 Eu continuava a ser a princesa das minhas brincadeiras de infância, mas agora sem os super poderes. Eu acho que sempre tive sorte, apesar de uma infância difícil e experiências muito ruins, muito pouca coisa deu errado na minha vida. 

Passei os dias seguintes pensativa e senti grande alívio ao pensar que logo sairia daquela casa, pois tudo mergulhava no silêncio e na escuridão, a tristeza era tanta que eu mal conseguia respirar e sofria com uma intensidade desconcertante, a minha vida não é um desperdício, sempre me dizia isso- mas a verdade é que as horas, meses ou anos que fui feliz foram momentos de pura magia e eu nunca os trocaria por nenhuma outra aventura, não há lugar e  nem pessoas que eu preferisse ter conhecido, mas tbm a dor, as mentiras e humilhações não valiam esses momentos jamais! 

Às vezes quando pensava em todos os acontecimentos sentia uma dor obscura em alguma parte primal de mim, e se estava só em casa ouvia os sons que produzia. Sons que eu nunca tinha emitido antes.

O meu coração mais cedo ou mais tarde será ocupado, sou criteriosa e muito exigente, não aceito viver de aparências e ter uma vida verdadeiramente feliz é algo que não abro mão, até que chegue vou viver, sorrir, me apaixonar, porque a minha vida jamais será um desperdício outra vez e eu não me contento com pouco. Minhas atitudes jamais serão baseadas nas atitudes do outro, minha vida e meu tempo são preciosos demais p isso, o que vou levar daqui não tem preço. A solidão só dá lugar ao amor, aquele de verdade, senão eu mesma insisto na solidão que nem sempre é ruim! 

Eu me transformei na "princesa sem poderes" machucada. Mas na maior parte do tempo eu tenho a impressão de que tudo está bem, e como a vida sempre vem e surpreende, agora Deus está dando lugar às coisas e lindas pessoas, Ele é livre para fazer de nós o que bem quiser. E eu sou GRATA, sou alma e coração. 💛

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Sou dona da minha própria história e, chegou a hora de transformar todos os meus medos em riso. Nada vale a pena sem amor. Absolutamente nada. 

Jaqueline Oliveira

quarta-feira, 14 de maio de 2014

É tão fácil ser estúpido com alguém frágil. Quero ver ser grande e mesmo assim reconhecer-se ninguém!



sexta-feira, 18 de abril de 2014


Aconteceu a muito tempo atrás e hoje tanto faz. É apenas uma lembrança, algo do passado.
O vento nos levou para outros caminhos e agora tudo está diferente. O que vivi tornou-se apenas uma marca esquecida e escondida e somente eu sei que a trago aqui.
Tão perto e tão longe.
Hoje vejo que tudo aquilo foi apenas um vão momento que não tornarei a viver jamais.
Minha vida corre sem se importar com a distância que fica entre o que senti e o que sinto agora.
Mas meu coração em meio a escuridão as vezes chora.
Chora quando ninguém pode me ver, quando ninguém pode me escutar, quando o silêncio deixa claro que não há perigo de me flagrarem e por serem raros esses momentos eu choro pouco, mas quando acontece são lágrimas demais.
Lágrimas que ficaram contidas por meses e que não puderam se mostrar.
E choro porque não há como voltar no tempo e fazer tudo diferente, não há como consertar os erros que um dia cometi, não há como mudar o que se passou e não há como ter de volta aquilo que um dia me fez tão feliz.
Choro, lavo minha alma e no outro dia lá vou eu em meio a multidão. Ninguém sabe, mas carrego no peito um segredo que mantenho oculto atrás de sorrisos mascarados.

Jaqueline Oliveira

terça-feira, 1 de abril de 2014




P ela a solidão é intolerável, quando ela mesma se abandonou! Hoje dará o primeiro passo p fora do cárcere que a prendeu por tanto tempo: sua própria emoção. 

Jaqueline Oliveira

terça-feira, 4 de março de 2014

Tempo

Ela vem aqui e imagina que este é o lugar onde tudo que perdeu desde pequena foi depositado. Ela diz a si que, se realmente for verdade, e se esperar bastante tempo, então uma pequena figura aparecerá no horizonte, lá nos Campos. Ficando gradualmente maior até que veja que é ele.
Que acena e talvez a chame. Ela não deixa que a fantasia vá além disso, não pode deixar.
Lembra a si que tem sorte, por ter passado algum tempo com ele, foi a maior de todas as lições...
Não tem certeza se suas vidas, nesta, foram tão diferentes das outras. 
Fato que,
todos nós morremos, e talvez, nenhum de nós entenda realmente o que viveu, ou ache que teve bastante tempo.  


Jaqueline Oliveira


sábado, 25 de janeiro de 2014

"A verdade, o que realmente importa mora dentro de mim, longe do binóculo alheio. O resto é cena, ego, poeira."


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014


Ela irrita as pessoas, diz exatamente como se sente e o que pensa, sem rodeios e sem raciocinar!

Esse tipo de honestidade é rara e corajosa, mas tbm perigosa. 
Sempre que tomava uma decisão, ele olhava p ela, que retribuía com aquele olhar único. Lembro disso como se tivesse acabado de acontecer...
Nunca era compreendida, e apesar de compreendê-lo, era mimada, impulsiva demais e egoísta. Ela é intuitiva.  Vê as pessoas como são, e sabe coisas dele, sabe a verdade, quem realmente é!
Ela fala de sua perda, pensa o tempo todo nele e isso tornou- se cansativo. Lamentar-se não o trará de volta, não mudará o seu destino, tampouco apagará o passado. 

Ela só precisa continuar, respirar e perceber que não foi só ela q perdeu, que mesmo sem seu melhor pedaço a vida segue. 
Eles racharam. 
Só o amor poderia consertar isso, mas p ele amor inexiste. 

Seria preciso que ele saísse de dentro de si... 


Os remédios servem p tirar a dor, mas o sofrimento, só o AMOR. 
Sim, só a pureza e a força do amor!


Jak de Oliveira. 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

 


Ela nunca pensou que suas vidas, que eram tão entrelaçadas, pudessem ser separadas tão rapidamente. 
Talvez se soubesse, os tivesse mantido bem próximos e não permitiria que ondas invisíveis os separasse. 


Jak de Oliveira

domingo, 5 de janeiro de 2014


"Ela é uma moça de poses delicadas, sorrisos discretos e olhar misterioso. Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura.
Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista. 
Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo.
Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. 
Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna."