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terça-feira, 25 de maio de 2010

Irena Sendler.










Irena Sendler, conhecida como “o anjo do Gueto de Varsóvia” por ter salvo do
Holocausto 2.500 crianças judias, faleceu dia 12 de maio em Varsóvia, aos 98 anos.
Irena era uma assistente social polaca que organizou e dirigiu um grupo de mais de 20 pessoas para salvar da morte as crianças nesse bairro da capital, Varsóvia, sob a ocupação nazi. Como ela explicou depois, pôde realizar este trabalho graças à ajuda de religiosas polacas. A Fundação Internacional Raoul Wallenberg, uma organização não-governamental educativa internacional, fundada pelo argentino Baruj Tenemba que analisou e documentou numerosos casos de salvadores do Holocausto, qualificou Sendler como “uma das mais heróicas salvadoras católicas do Holocausto”. Porém, a sua opção levou Irena a ser presa pela Gestapo. Suportou a tortura na prisão nazi. Não tendo revelado o nome das crianças e dos seus colaboradores foi sentenciada à morte que, para sua sorte, não foi executada.

Irena Sendler nasceu na Polónia em 1910. Quando a Alemanha invadiu o seu país em 1939, Irena era enfermeira no Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia, sendo responsável pelos refeitórios da cidade.
Aí trabalhou sem descanso a fim de aliviar o sofrimento de milhares de pessoas, tanto judias como católicas. Graças a ela, estes refeitórios não só proporcionavam comida para órfãos e pobres, mas também forneciam roupa, medicamentos e dinheiro.
Para evitar as inspecções, registava as pessoas sob nomes católicos fictícios ou inscrevia-as como pacientes de doenças muito contagiosas, como o tifo e a tuberculose.
Mas em 1942, criou-se uma área fechada para reunir os judeus, conhecida sob o nome de “Gueto de Varsóvia”, uma ante-câmera da morte.

Irena uniu-se ao Conselho para a Ajuda de Judeus, organizado pela resistência polaca. Conseguiu obter um passe do Departamento de Controle Epidémico de Varsóvia para poder ingressar no gueto de forma legal. Horrorizada pelas condições de vida impostas aos seus moradores, Irena procurou salvar, pelo memos, os mais jovens. Persuadir os pais a separar-se dos seus filhos era dilacerante para uma jovem mãe como Irena. “Pode assegurar-nos que viverão?”, perguntavam os angustiados pais. Mas Irena só podia garantir que morreriam se ficassem. “Em sonhos, ainda posso ouvi-los chorar quando deixavam os pais”, dirá ela posteriormente.

As crianças eram escondidas em maletas e retiradas por bombeiros ou em caminhões de lixo. Em alguns casos chegavam a ser escondidas dentro dos abrigos de pessoas que tinham autorização para entrar no gueto.

Após a guerra, trabalhou para o bem-estar social; ajudou a criar casas para anciãos, orfanatos e um serviço de emergência para crianças.
Em 1965 recebeu o título de Justa entre as Nações pela organização Yad Vashem de Jerusalém e em 1991 foi declarada cidadã honorária de Israel.

"Não se plantam sementes de comida. Plantam-se sementes de bondade, e esta há de rodear-nos e crescer cada vez mais".

"Ajudar cada dia alguém, tem de ser uma necessidade que saia do coração". Irena Sendler

Publicada por Secretariado Diocesano de Pastoral Vocacional da Diocese da Guarda.





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