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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Amar...


Sou de amores raros. Sempre fui. Parte de mim é irremediavelmente solitária, fugidia mesmo, temperamento mais reservado, talvez.
Já outra parte, essa não, essa se esconde, pois amar exige um desvendamento que não me é fácil. Amar é difícil para quem tem um coração medroso. Se o medo advém do receio de uma violação ou do temor que nos seja roubada a alegria da secretude, isso eu não sei. Na verdade, nem mesmo sei se quando amamos saímos do esconderijo de nós mesmos ou se, ao amar, queremos é companhia para entrar nele.


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